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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Ocupação Cultural homenageou Yemanjá em sua 1ª edição de 2021

No último sábado (20.02), aconteceu a 1ª edição da Ocupação Cultural, com o temaGiras de Saberes e Fazeres - Das Águas de Kayala ao Abebê de Yemanjá, transmitida ao vivo pelo Youtube. Foi o primeiro sarau artístico em formato live de 2021,e envolveu múltiplas linguagens culturais das comunidades de terreiros e afins, com a participação de importantes lideranças, representantes de terreiros e quilombos, artistas de variados segmentos. O evento foi palco de um interessante diálogo sobre as tradicionais homenagens direcionadas a rainha das águas, conhecida como Kayala ou Yemanjá, e a sua importância para os seguidores das religiões de matrizes africanas. A mediação foi feita pelo poeta e idealizador do projeto,Adriano Pereiraepela escritora Juscimare Souza, membro da Academia Valenciana de Educação, Letras e Artes (AVELA). O sarau conseguiu reunir representantes de três terreiros de origens distintas: Mãe Bárbara do Terreiro Caxuté (origem Bantu), Mãe Celidalva do Terreiro Ilê Axé Ori Torokê (origem Ketu) e a poeta quilombola Rosane Jovelino do Terreiro 21 Aldeia de Mar e Terra (origem Umbanda). Dois Territórios de Identidade representados: Baixo Sul e Recôncavo, fortalecendo a interação entre as comunidades, os artistas e o público. A programação também contou com belas intervenções do mestre em educação e dramaturgo Chico Nascimento (de Ibirapitanga), do cantor e compositor Malandro do Gueto (Igrapiúna), da performer Liliane Blaston (Valença), da cantora e compositoraPriscila Luzcom parte da banda Afro Reggae (Valença). Quem não acompanhou ao vivo, pode assistir a live na íntegra através do canal Ocupação Cultural, no YouTube. O projeto conta com o apoio financeiro do Estado da Bahia, através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultural do Ministériodo Turismo, Governo Federal. Sobre a Ocupação Cultural Realizada desde 2009 no Centro de Cultura de Valença, a Ocupação Cultural teve suas atividades presenciais suspensas, em razão da pandemia causada pelo COVID-19. Adaptada para o formato digital das redes sociais, tem na programação para o 1º semestre de 2021, mais dois saraus artísticos para os dias 13 e 27 de março, via YouTube. #premiodasartesjorgeportugal @funceboficial Assessoria de imprensa: Vanessa Andrade – V1 Comunicação DRT 2197 – Contato: 75 99121-1904 Email: vanessa.cultura.bsul@gmail.com

terça-feira, 5 de maio de 2020

SONHO DE UMA OCUPAÇÃO CULTURAL VIRTUAL

No meu sonho eu encontrava muita incompreensão... tinha que seguir um caminho, mas era um tanto irritante, pois eu, que gosto de andar sempre bem acompanhado, tentava carregar ao meu lado mais gente, mas nem todos conseguiram ou estavam a fim de me acompanhar... então, ao lado de Hilas e Dajudafro, eu partia da Graça, após recitar a oração de São Jorge e me comunicava com o mestre Chico em Ibirapitanga... Chico aparecia-me bem próximo, com a cabeça coberta e presenteava-me com o fato. Era bonito ver ele desfiar como um rosário o que éramos em poesia. De lá eu voltava à Valença, onde junto a Jackson, Jean expressava-se em movimento numa dança intitulada Convide 19, referência ao que nos acometia em casa, vitimados pela pandemia... Aturdido, eu subia à Cachoeira e encantava-me com o riso largo de Bárbara Uíla a costurar versos. Uíla reapresentava-me a Rosa dos Ventos e seu Lar-birinto. Depois, a Irmandade da Palavra, artes-anal-mente levava-me pelas “Bárbaras do profeta”a lembrar que “debaixo de 7 peles” ele estava ali na encruzilhada onde eu devia deixar minha prenda e seguir, sem olhar pra trás. Costurar a própria poesia é ter liberdade, lembrava-me ela. Mesmo as informações me chegando com algum atraso, Uíla teve paciência para reconduzir-me pelos becos e ruas estreitas da Cachoeira...do Tororó à rua do brega... foi emocionante e refiz-me, como tantas vezes, à beira do Paraguaçu com o sol pondo-se na sua curva nascente. Volto à Valença e o jovem Ruan, travestido de Doutor Século XXI devolve-me a pergunta: o que você está fazendo aí? Num desespero que beira a alucinação ele lança-me questionamentos entre navalhas, goles de cachaça e outros entorpecentes... crenças, neuroses, síndrome depressiva, contradições... tudo isso me apresenta o doutor... para depois afirmar que os loucos amavam de um jeito muito melhor... após perguntar pelas horas ele despede-se dizendo: nosso horário acabou! Nossa próxima consulta não está muito longe, mas também não está muito perto. Devemos nos ver de novo no século XXII... daqui pra lá. Até lá, boa sorte! Ainda em Valença, David, aceitando o desafio, retorna às origens e empunha o violão cantando: “eu quero ver germinar essa semente que traz o fruto e alimenta muita gente... quero ver germinar essa semente que traz a flor e ilumina o meu amor”... despede-se lembrando que “a terra não é pra todos e o ar está acabando”...lembro que estou vestido com a camisa pintada à mão por Jamile Menezes, numa das primeiras Ocupações, há dez anos...e aí, morreu Maria Preá... a poesia de Otávio Mota reverbera ganhando nova releitura... Paro pra tomar uma água e no retorno, Zai, do outro lado, já anuncia ser outro dia...recorda Valença como Amparo onde comprava-se a roupa nova e seguia-se a procissão com os pés descalços... a maça do amor e a meninada a brincar no parque... após pedir, num canto em ritmo de ijexá, que a nossa tradição não se acabe, ele apresenta-me um funk tocado ao violão com direito à citação de Ângela Davis: não basta ser anti-machista, é preciso ser anti-racista. Ó paí Mandela... teve até espaço pra um xote filosófico: quando der, deu, se não deu, não deu, quando táficando bom, melhore! – cantou ele antes de nos despedirmos desse breve encontro, vez que na outra ponta, em Nazaré das Farinhas, Meg já acenava... “Nascer é muito comprido” – me dizia ela citando Murilo Mendes e pedindo uma licença poética à Garcia Marques: se há amor em tempo de cólera, há arte em tempo de Covid...de dentro da Confraria Poética Feminina ela sacou um poema que já arrancava-nos do lugar comum: não faço versos pra te ninar, faço pra te perturbar...meus versos em desalinho perambulam... eu não disse que seria suave... termina ela, declarando que “acabou o império do falo, o poder agora está com as rachas”. De volta à Valença, Luciano Queiroz, também em versos de sua autoria convida-me a refletir a sobre “a dor dos dias de quase amor” comparando-o ao “gosto de um chocolate quente... se bem que não precisaríamos de chocolate quente pra esquentar duas almas que ardem quando estão juntas”... por fim convoca-me à mudança: “a natureza mudou, os pássaros se foram... e você, está esperando o que? Você tem todas as oportunidades à altura, pra que continuar nessa tortura?” Em Recife, Artur saudava-me pela ousadia da viagem, afirmando: a distância pode ser geográfica, mas o afeto nos põe coladinhos... citava-me a Geni, do Chico para jogar na minha cara: - puta não morre! Como posso rimar quando o mundo está pra acabar? Respira, se não pira! Morro de saudade... Morro de São Paulo... mas, se Paulo não é pau pra toda obra, que seja José, Jesus, Maria, Brahma, Krishna, Deus, Oxalá, Obatalá...puta sofre, mas não morre...somos uma espécie em mutação... Último ponto, Salvador. Sue acenava pra todos e agradecia-me por ter, mais uma vez, nessa viagem ter juntado pessoas. “Agradeço por me buscar pra arte sempre que sumo... e eu, sumo muito...”. Aí ela leva-me a um encontro com a pessoa de Alberto Caeiro, tendo como fundo musical o violão de Sisma, que não quisera aparecer. Em sua voz, “o guardador de rebanhos” lembrava-me: “pensar é não compreender! Pensar é estar doente dos olhos... amar é a eterna inocência e a única inocência é não pensar!” Violeta, de longe, registrava a viagem e haviam ainda os que assistiam e acenavam, mandavam recados curtos e rápidos... Gerusa, Leide, Mark, Jhessy, Vidal, Mauren, Gugui, Leo, Tiago, Vandame... uma lista que não caberia nesse parágrafo... sintam-se abraçadxs... Por fim, como era quinta, dia da santa ceia, eu sacava da Bíblia a carta de Coríntios...tão batida, já gasta...mas que não perde a beleza, em sua essência. “Ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos e não tivesse o amor, seria como o metal que soa ou como o sino que retine... Agora, vemos por espelho, por enigmas... em parte, mas, então veremos face a face. Então conhecerei como sou conhecido. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor”. Acordei e era domingo de Páscoa. Três dias haviam passado. No presente, nenhuma morte. No futuro, VIVA, entre nós, res-surgia ocupa-ação...

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Ocupação comemora o Novembro Negro

Registro Fotográfico: Violeta Martinez

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Vendo o Cotidiano - por Gugui Martinez.

Quem perdeu a última Ocupação, realizada em 21 de setembro, ainda pode conferir a exposição sob curadoria de Gugui Martinez, no Centro de Cultura Olívia Barradas. Em suas palavras, uma das formas que o brasileiro encontra para impulsionar suas vendas é a criatividade. Esse jeitinho brasileiro de criar objetos e performances é uma forma de chamar atenção do público para compra dos seus itens. Valorizar essa potencialidade imaginativa popular é objetivo principal da mostra. Transportar objetos criados pelo povo para um centro cultural é uma forma de quebrar barreiras e criar conexões entre o popular e o erudito. A democratização da arte, a interação com as diversas classes sociais e valorização do trabalho manual é o que move a exposição Vendo o cotidiano. Vender pra sobreviver e ver o comum de maneira sensível para se conectar com o outro . Na exposição temos também produtos de artesanatos e arte criados como forma de terapia e com intuito comercial por grupos de mulheres da cidade de Valença - BA. Essa mão inventiva fruto da necessidade e do amor de criar e conviver em coletivo é a verdadeira forma brasileira.

segunda-feira, 8 de julho de 2019

FORRÓ DOS ARTISTAS INICIA COM EXIBIÇÃO DE CURTA-METRAGEM VALENCIANO

Realizada no último dia 20 de Junho, a Ocupação Cultural iniciou com a exibição do curta-metragem "Os Martinez", seguido de bate papo com a diretora. Valenciana, Violeta é cineasta e dirigiu o documentário que aborda o universo da sua família, moradores de Valença, na Bahia. Horacio Martinez é artista visual. Através da encomenda da escultura de um Cristo, abre uma pizzaria junto com Erik, seu filho e sócio, que retorna da Argentina. Celeste, sua esposa é poetisa e conduz um programa de rádio. No filme, conflitos de família e geração, entre a rotina, a sobrevivência e a arte. A edição de Junho contou ainda com um divertido "casamento na roça", apresentado pela turma "Redescobrindo o Teatro" (formada por estudantes de escolas públicas, através de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Cultura com o Centro Olívia Barradas) e uma animada quadrilha improvisada que contou com a participação das "empoderadas do Loteamento Bahia II, coordenado pela coreógrafa Célia Praesent. Teve também poesia com Otávio Mota, performance com Liliane Blastom, dança com o grupo M.D.A e música ao vivo com Cadu Maverick e a banda do JC. Perdeu? Fica triste não que a próxima já tem data marcada pra dia 20 de Julho, gratuitamente, às 19h, com a exibição do filme "Dia de Visita", de Murilo Deolino, seguida de bate papo com o diretor. O curta-metragem gravado em Cajaíba nos convida a refletir sobre as interações humanas através do universo infantil. Realizada há dez anos no Centro de Cultura Olívia Barradas, com palco livre, a Ocupação tem aberto espaço para as diversas expressões artísticas, seja no campo da dança, música, poesia, teatro e artes visuais. E você, quer mostrar sua arte? Entre em contato com a gente...

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

2009/2019 - 10 ANOS DE RESISTÊNCIA PELA ARTE

No dia 13 de fevereiro de 2009, a Ocupação realizava a sua primeira edição no Centro de Cultura com um objetivo simples: re-unir pela arte! Passados dez anos, comemorando, divulgamos hoje o vídeo institucional da Oficina de Contação de Histórias, ministrada em 2018 por Jamile Menezes. Jamile, que considera a Ocupação sua primeira formação artística, conta pra gente como foi... Nessa sexta, dia 15, a Ocupação volta ao Centro às 19 horas, para comemorar, num pré carnaval, com entrada gratuita. Já confirmaram presença grandes artistas da música como Beto Amazonas, David Terra e Os Indecorosos, Escopeta e Pacheco do Pagode. Teatro, Dança e Poesia também terão espaço, como sempre... Chama xs amigxs e cola com a gente... OCUPAÇÃO CULTURAL - 10 ANOS DE RESISTÊNCIA PELA ARTE! Acesse nosso canal: https://www.youtube.com/watch?v=--KDHNWPo1A&t=18s

sábado, 29 de dezembro de 2018

MEMÓRIAS DO REINO DE JAMBOM

Teias de aranha cobrem o Castelo. Tudo é pó e abandono. A viagem ao mundo civil é longa. mas ainda voltarei...

quarta-feira, 21 de março de 2018

OCUPAÇÃO CULTURAL INICIA SUAS ATIVIDADES DIA 31 DE MARÇO

Selecionada no Edital de Dinamização de Espaços Culturais da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, a Ocupação Cultural 2018 inicia suas atividades neste mês no Centro de Cultura Olívia Barradas, em Valença, com a realização de oficinas gratuitas nas linguagens de Teatro, Dança, Artes Visuais, Produção Literária, Contação de Histórias e Audiovisual. Um sarau de lançamento está previsto para o dia 31 de Março, comemorando o mês do Teatro e do Circo. Na programação, o lançamento do livro “O segredo de viver”, da jovem Jailane Silva, além da presença de poetas como Adriano Pereira, Francisco Nascimento, Otávio Mota e Ricardo Vidal. Na música, já confirmaram presença Ronaldo Soares e as bandas locais Anarcomangue e David Terra e os Indecorosos. Na dança, Everton Barcella apresenta o solo “SI”, dirigido por Thiago Mascarnhas, entre outras participações. A Ocupação Cultural é um sarau envolvendo as múltiplas linguagens, que acontece há 9 anos no Centro de Cultura. Por ela já se intercambiaram mais de 200 artistas, seja em apresentações ou atividades formativas. Promoveu a publicação de 300 exemplares de uma coletânea intitulada NOVOS VALENCIANOS, composta de dez jovens escritores oriundos do projeto em 2010; o crescimento e organização dos músicos locais, que ocasionou em 2011 a realização do I Encontro de Música Alternativa, com a organização de diversos grupos que hoje compõe o cenário musical local; o resgate de comemorações no calendário cultural como o Dia do Teatro, Forró dos Artistas, Dia do Escritor e Dia da Consciência Negra; além da sua realização em outros espaços alternativos, diferentes do Centro Cultural Olívia Barradas, como praças, escolas, universidades e espaços comunitários de outros municípios de diferentes territórios de identidade, à exemplo de Cachoeira, Santo Antônio de Jesus e Salvador. O livro “O segredo de viver”, escrito por Jailane, é fruto de um projeto que nasceu na ONG Mais Vida de Valença-Bahia com o Onlus de Roma, organizações sem fins lucrativos, que através das adoções a distancia, busca a alfabetização das crianças no mundo. O objetivo da venda do livro é arrecadar fundos para dar a possibilidade da autora continuar seus estudos e ingressar em uma universidade. As oficinas da Ocupação Cultural, com carga horária de 20h cada, iniciarão no mês de abril no Centro de Cultura de forma gratuita. As inscrições podem ser feitasno Centro de Cultura ou através do link https://docs.google.com/forms/d/17igygM6-7M8XUsXjh5UB2BwU7GE6VdDJHNHjMEL_Xwc/viewform?edit_requested=true O projeto é patrocinado pelo Fundo de Cultura – Secretaria da Fazenda – Secretaria de Cultura – Governo do Estado da Bahia.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Ocupação Cultural realiza primeira edição 2017 em Cachoeira

O Pouso da Palavra, em Cachoeira, recebeu na última sexta, 17, a primeira edição da Ocupação Cultural realizada em 2017. Numa noite dedicada à arte, com destaque para a música, o teatro e a poesia, o evento contou com o lançamento do livro “Da mata ao céu”, da poetisa Clarice Marcon, recital e performances de artistas das cidades de Candeias, Salvador, Cachoeira e Valença. “A Ocupação já se consolidou em Valença e vem ganhando espaço cada vez mais em Cachoeira. Por isso realizamos essa edição inicial no Pouso da Palavra. Em Valença, numa parceria firmada com o Centro de Cultura, voltaremos em março para, mais uma vez, comemora o mês do teatro” – declarou Adriano Pereira, idealizador da Ocupação. Otávio Mota, coordenador do Centro de Cultura de Valença, mais uma vez presente, participou com poesias e da leitura dramática do Texto Tienhe Dendê. "A literatura, o teatro, a música, a dança, a cultura popular, vem marcando de forma forte a "Ocupação Cultural" e não foi diferente em mais uma edição na cidade de Cachoeira. Artistas emergentes juntaram-se a nomes já consagrados numa mostra plural, onde as gerações interagem disseminando e potencializando a cultura Valenciana, na sua diversidade" – afirmou o poeta. Bárbara Uíla, poetisa cachoeirana, que também recitou, declarou que “foi uma noite memorável, com a presença de vários artistas, alguns de Valença e artistas locais que apareceram pra prestigiar. Junto com a ocupação teve o “cartas na manga” roda de poesia que reúne escritores pra discutir o processo da escrita, o que foi muito produtivo pois tinham pessoas novas afim de falar seus textos, e dentre tudo isso a musica -performance-poesia tomou conta da noite que terminou com todos muito satisfeitos!” Para o violonista Rafique Nasser, que já participou de outras edições da Ocupação, pela primeira vez em Cachoeira, "Estar em Cachoeira, na ocupação cultural e na casa de Damário da Cruz é um desbunde. Extasia quem assume o papel de artista. Incentiva os que buscam o preenchimento a partir da arte, vez que Cachoeira passou além do conceito científico de cidade e é um projeto poético-arquitetônico, onde quase tudo que há nela poderia ser versado pelos múltiplos poetas que lá têm. A cidade, acompanhada da Ocupação Cultural, é uma ebulição de cores, melodias e palavras". O dramaturgo Chico Nascimento, também pela primeira vez na Ocupação em Cachoeira, afirmou que a Ocupação Cultural no Pouso da Palavra foi uma demonstração da força da diversidade pelas vias da Arte. “A Ocupação em Cachoeira foi um jeito bom de encontrar gente que faz arte, de acontecer arte em um espaço sagrado onde a profana poesia da boca se enraíza na boca sagrada de Damário Dácruz, uma luz poética que sobrevive a qualquer tempo e faz correr no manto do Rio Paraguaçu o néctar que alimenta poetas de todxs os santos, inquices e orixás... cantando, dançando, ouvindo o som da Bahia que se mistura aos acordes de todas as bocas solfejadas pela Ocupação Cultural de Valença em todos os cantos” A Ocupação contou ainda com a presença da poetisa de Candeias, Marinalva Freitas, acompanhada de seu filho, o músico Márcio Gualberto que encantou a todos executando peças em seu cavaquinho; do grupo Novos valencianos (Everton Bacella, Evenny Quéren e Sulivan Andrade), com a performance “Bolsolixo”; além das Secretárias de Cultura (Janete Vomeri) e Juventude ( Jéssica Brandão), acompanhadas de suas equipes. O evento teve o apoio da Prefeitura de Valença, Ifbaiano e o mandato do Vereador Adailton Francisco, além da parceria com o Centro De Cultura/DEC/SECULT-BA.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Ocupação em Defesa da Cultura

Um encontro em defesa da cultura reuniu os presentes na última Ocupação Cultural. Realizada no Centro Cultural Olívia Barradas no último sábado, 29 de maio, a Ocupação, que já acontece há mais de 7 anos é um sarau gratuito envolvendo as múltiplas linguagens artísticas e já realizou edições em diversos espaços como escolas, universidades e centros culturais à exemplo do sebo Praia dos Livros em Salvador, UFRB, em Santo Antônio de Jesus e Pouso da Palavra, em Cachoeira. Em Valença, o movimento que acontecia quinzenalmente às sextas, no Centro de Cultura, ainda não havia acontecido este semestre e estava programado para se iniciar com o tradicional “Forró dos Artistas”, no dia 2 de Julho, porém, segundo seu idealizador, o poeta Adriano Pereira, “a Ocupação foi antecipada devido a esse grande momento que o país está vivendo. Fortalecendo a luta que vem acontecendo em todo o Brasil com a ocupação do MINC, aproveitamos o feriado prolongado e, de forma, celebrativa, voltamos a nos reunir. A ideia foi também fortalecer outros movimentos como o coletivo “meu black”, que, durante todo a tarde realizou oficinas e apresentações no centro de cultura. Outra cultura local presente foi a Quadrilha os Esfarrapados. Fundada no ano 1990, na escola municipal Samuel do vale Lacerda para animar a festa de são João da escola, neste mesmo ano foi a 2 colocada no campeonato de quadrilhas do SESI Valença com o tema “as máquinas falam o suor do trabalho”. Daí por diante começou uma trajetória de campeonatos que lhe rendeu 20 títulos de campeã em Valença. Há três anos é filiada a Febaq (Federação Baiana de Quadrilhas) representando o município. De Valença. Formada por 60 pessoas sendo 40 dançarinos, a Esfarrapados este ano homenageia a Festa do Amparo com o tema “minha procissão é no asfalto, minha igreja é no alto”. Mas corre o risco deste ano não participar do circuito quadrilheiro que já se inicia no dia 04, com o Forró do Galinho por falta de recursos. A quadrilha está realizando pedágios na cidade de Valença à procura de apoio. Para o teatrólogo e arte-educador Chico Nascimento, presente desde a primeira edição, “A Ocupação Cultural de Valença, criada pelo artista Adriano Pereira, tem a força aglutinadora da arte revolucionária da gente criativa do Baixo Sul da Bahia. Mantém portas abertas a todo tipo de manifestação artístico-cultural. Ocupar e conjugar o verbo na sua intensidade poética, derivar o humano da humanidade literária.”. Pra que serve a Ocupação? – questiona Chico – “Para revolucionar as cabeças de quem acredita na força da Arte! O tempo é um senhor soberano que não distingue linguagens, mas revela-se na diversidade de quem quer ocupar e rimar luz e ação com liberdade! A Ocupação Cultural é a festa lúdica de artistas e plateias, de criadores da contemporaneidade significativa de cada participante. É um misto de vivências e espetáculos, renovando-se a cada novo encontro!” “A ocupação cultural do dia 28 de maio reafirmou a riqueza, a resistência e diversidade que reina na cena cultural valenciana. Em um momento de obscurantismo que reina no país, ela ajuda a nos fazer seguir em frente, mostrando que a arte e a cultura liberta”. - declarou o poeta Ricardo Vidal, co-autor do Manifesto de Lançamento da Ocupação. O mesmo sentimento é partilhado por Zai Pereira, da banda Aimorés, que aproveitou para anunciar o lançamento do seu cd. “Fiquei feliz em participar da Ocupação porque vi uma nova geração de artistas valencianos fazendo o que fazíamos a sete anos atrás. Gente de todas as idades, comungando a arte, reivindicando direitos e compartilhando os seus dons. Como nos versos de Gonzaguinha, 'Eu acredito é na rapaziada que segue em frente e segura o rojão' ". Para Ronaldo Soares, estudante do IFBA e músico, "a ocupação cultural foi um grande projeto e ideia ao reunir artistas de diversas áreas pra um momento de cultura, onde você pode mostrar um pouco do seu trabalho. Contribuir para esse cenário é uma grande experiência, que tive o imenso prazer de ter, agora pela segunda vez, e pra mim é algo de extrema importância também pelo fato de estar adentrando pelos caminhos da arte agora, como musico, cantor e compositor, e me deparar com grandes figuras do cenário cultural de Valença, trocar experiências e ideias com essas pessoas, é um grande ponto pra levar na minha bagagem. Da primeira vez em cachoeira, fui a uma cidade totalmente cultural e boêmia, e foi uma experiência nova da qual sempre irei lembrar, acompanhado de feras da musica e poesia valenciana como o David Terra, Adriano Pereira, Otávio Mota, entre outros, e ter aquele contato com a arte lá em Cachoeira através da Ocupação Cultural, foi algo determinante pra mim. A partir dali vi que minha praia seria essa, agora pela segunda vez aqui em Valença, só ajudou a fortalecer essa convicção em mim". Da mesma opinião é Vandame Portuguez, ele que é aluno da Escola Municipal Augusta Messias, no bairro da Urbis e também participou da Ocupação em Cachoeira, desta vez acompanhou também a divulgação nas rádios locais e cantou no último sábado. “Foi mais uma experiência muito boa pra mim em estar ajudando a fortalecer a cultura Valençiana, com toda essa galera, que vem fazendo a Ocupação Cultural. Pra mim é um prazer enorme”. Para o estudante do IFBA, Manoel Soares, que participou pela primeira vez da Ocupação, “o projeto ocupação foi muito importante pois tive a oportunidade de expor minha poesia. É um espaço super aberto à cultura. Parabenizo a equipe organizadora por tal ideia e espero estar participando do próximo. Da pra ver que é um projeto que quer dar oportunidade para os que nunca tiveram tal oportunidade para expor a sua arte”. Everton Krull, rapper valenciano, também participou pela primeira vez da Ocupação e reafirmou a sua importância. “As pessoas hoje em dia estão se afastando cada vez mais dos movimentos culturais principalmente os regionais, então ter um momento como esse é muito bom” – declarou. “Sempre que posso estou presente na Ocupação Cultural, mas no último sábado fiquei muito feliz em ver que Valença tem um potencial artístico muito grande e isso ficou evidenciado nas apresentações dos jovens artistas, mas também nas dos veteranos. Este contato entre gerações foi emocionante. Muita gente de talento!” – declarou Hilas Almeida. A Ocupação, que contou ainda com as apresentações dos atores Juliano Britto e Geilson Brito, do rapper Filipe Luz e dos jovens Henrique Teixeira e Graciele Coutinho pretende voltar em Julho ao Centro de Cultura de Valença