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terça-feira, 22 de março de 2011

NOTA DE FALECIMENTO


É com enorme pesar que comunicamos o falecimento da atriz, poetisa e produtora cultural Maria Cláudia Rodrigues.
Convidamos a todos os amigos e amigas para estarmos juntos no Centro de Cultura de Valença, local onde será velado o corpo, saindo às 15 horas para o Cemitério local.

- Maria Cláudia Rodrigues nasceu em Feira de Santana e aos 20 dias de nascida foi adotada pelo casal Perolina Maria Rodrigues e Maximino Gonzales Vidal, vindo morar em Valenca- Bahia. Entre 2005 e 2007, trabalhou como repórter no jornal Valenca Agora e prestou assessoria de comunicação a diversas entidades. Participou do Movimento Estudantil, sendo diretora da UMES Valenca e filiou-se ao Partido dos Trabalhadores. Como atriz, participou do grupo OPECADO, atuando no espetáculo Teatro Nu e em diversas edições da Ocupação Cultural. Recentemente publicou uma série de poesias na coletânea NOVOS VALENCIANOS.

3 comentários:

  1. Pokada.. Não sei porque você se foi... quantas saudades eu senti e de tristeza vou viver e aquele adeus não não pude dar!!!

    Porra, bicho, o que você fez? Você tá me fazendo sofrer muito!!!

    Vou te amar pra sempre.


    Cintia

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  2. Réquiem para uma Jovem
    (M.C.R., in memoriam)
    Salvador, 22 de março de 2011
    Todo pássaro nasceu para ser fogo.
    Todo fogo nasceu para ser canção.
    Toda canção nasceu para ser estrela.
    Toda estrela nasceu para paixão.
    E toda paixão nasceu para ser pássaro.
    Os sonhos jamais foram o limite
    Quando se aspira à Ígnea Flor que vive além do horizonte.
    Contudo (talvez) faltou uma mão amiga
    (talvez a minha
    E isso dói muito)
    Que, do Destino, o laço sombrio desamarra-se.
    Teu grito mudo quebrou-se no Abismo,
    Anunciando a Jornada precoce….
    Do seu pássaro, então, sobrou a lembrança da luz,
    E do fogo, o eco amargo na parede.
    Sua canção não resplandece no infinito,
    Nem a estrela floresce no coração.
    Paixão, suas asas de anjo agora passeiam no horizonte,
    Como uma saudade de lágrimas duras.
    Vá, meu anjo, percorra as searas dos deuses
    E declame teus versos de fogo na amplidão.
    Ocupe os palcos de nuvens que por ventura tua sombra passar,
    Que daqui ouviremos tua estrela cantar, sempre.

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  3. É tão estranho
    Os bons morrem jovens
    Assim parece ser
    Quando me lembro de você
    Que acabou indo embora
    Cedo demais

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