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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

OCUPAÇAO CONTA VALENÇA REALIZA SUA PRIMEIRA EDIÇÃO EM 2011!


Contar uma história.
Que se tece
na trama do algodão cru,
da Industrial cortando as águas do Rio Una,
sob as mesmas luzes
que se abrem sobre velas retintas
das tintas
do urucum e do cheiro do cravo,
na batida da enxada ou no tacho
que doura a farinha,
o peixe,
mariscada,
siri mole,
cordel de caranguejo, beiju pirá...
Tudo começou com o dendê.
Na decidida, terra de paz,
de tupiniquins e aimorés
uma raça de caboclos,
de remanescentes de quilombos, marcados pela cruz ou pelo facão.
De uma gente hospitaleira
que se espraia sobre coqueirais,
se encontra nos mangues e cresce,
apimenta
a vida e o cotidiano
na beira de um cais
que deságua no mar.

Esse é o desafio que a Ocupação Cultural se propôs em 2011! De forma não linear, com som, imagem e movimento, a Ocupação contar e cantar Valença. Sua memória e alegria no presente.
Na noite de 18 de janeiro, num espetáculo a céu aberto, às margens do Rio Una em noite de lua e maré cheias, no bairro do Tento, o primeiro passo foi dado!
Na literatura, os NOVOS VALENCIANOS, Cadu Oliveira, Geilson de Britto e Maria Cláudia Rodrigues. Não ficaram de fora também nomes como Gilvan Monção, Macária Andrade, Otávio Motta e Rosângela Góes.
Presentes um expressivo grupo de artistas locais como Adriano Pereira, Alex Kinuy, Clóvis Luz (Leleza), David Willyan, Davdson Monkey, Geilson de Brito, Irene Dores, Isabela Britto, Jamile Menezes, Jhecy Coutinho, Matheus Santana, Van Sena, além do Grupo Alegria de Versar e do grupo de jovens atores dirigidos por Juliano Britto e uma platéia de mais de 700 participantes do XI Encontro Norte Nordeste de Estudantes de Pedagogia.
Abrindo o espetáculo, Adriano recitou Têxtil, de Cadu Oliveira, sendo seguido por Jamile Menezes que cantou ao vivo com Clóvis, a canção “Valença, um mar de prazer”, emocionando a todos.
O teatro pedia passagem, e Alex Kinuy entrou como pedinte. De caneca na mão, a pedir esmolas, bem podia ter soado como metáfora para o estado da cultura valenciana. Apresentando o poema Secas Vidas, de Geilson de Brito, do livro NOVOS VALENCIANOS, Kinuy, só foi prejudicado pela ausência de um microfone sem fio.
No palco, Geilson e Marinaldo Coutinho, apresentaram trechos de Calu e o Rei Raul, do dramaturgo Otávio Motta, levando a platéia às gargalhadas com a excelente comédia que é considerada a obra prima do diretor valenciano.
Mais um dos NOVOS VALENCIANOS é representado. Mateus Santana recita Ocupação Cultural, de Maria Cláudia Rodrigues, abrindo caminho para um grupo de jovens que recitaram poemas de Rosângela Góes, Otávio Motta, Gilvan Monção e Macária Andrade.
A noite terminou com um samba puxado pelos mestres Alonso e Jorge, que acompanhados pelo grupo Alegria de Versar.
Com a mesma proposta, a Ocupação se prepara agora para desembarcar no Porto da Barra, na cidade de São Salvador. O espetáculo acontecerá na Praia dos Livros, no dia 05 de fevereiro e pretende reunir um número maior de expressões da cultura valenciana.
Está feito o convite!
Agora é içar velas e preparar-se para a viagem!

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