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domingo, 14 de novembro de 2010

OCUPAÇAO CULTURAL ANUNCIA SUAS DUAS ÚLTIMAS EDIÇOES


Mesmo com algumas pequenas alterações no calendário previsto, as duas últimas edições do Projeto Ocupação Cultural para o ano de 2010 já estão com datas marcadas. A próxima edição do projeto acontece no dia 19 de novembro e a última em 17 de dezembro.
No mês em que nossa cidade comemora 161 anos, onde também acontecem os festejos da padroeira, no “alto do amparo”. Mês também em que se celebra o Dia da Consciência Negra, juntamo-nos também para festejar os 63 anos do cidadão valenciano, Otávio Mota.
Otávio Campos Mota Nunes nasceu na cidade de Amargosa – Bahia em 09 de Novembro de 1945. Aos 8 anos de idade aportava às margens do Rio Una, àquela época, livre de qualquer tipo de poluição e uma de suas fontes de inspiração. Em Valença, viveu sua infância, ouvindo o apito da “Industrial” e circulando pelas praias da região.
Participante ativo da vida cultural e política da cidade, tornou-se ator, escritor, poeta e pintor. Em 1974 revolucionou as artes valencianas como participante da I Semana de Artes de Valença. Lançou, junto com Clóves Luz, o Jornal da Terra e colaborou com diversas outras publicações: Jornal Manacá, Costa do Dendê, Infolha, Rolando na Orla...
Espalhou sua prosa e seus versos como grãos de areia das praias de Guaibim, Moreré, da velha Boipeba... Em 1985 lançou seu primeiro livro de poesias “PENSAR FLUÍDOS”. Com uma tiragem inicial de 1.000 exemplares, o livro foi lançado em Valença, Ilhéus, Feira de Santana, Vitória da Conquista e Salvador. Houve ainda uma segunda edição. E o livro hoje está esgotado.
Em 1986, Otávio estréia na dramaturgia com ENSAIO PARA UM GRITO BRANDO. A peça é encenada em Valença e Brumado pelo grupo Ytimbopira, com direção de Rui Lobo. Irrequieto, Otávio quer falar para novas platéias. E em 1987 escreve o seu primeiro espetáculo infantil BIDI.
O ano de 1987 o consagra definitivamente com o lançamento de APOCALIPSE MAN, encenada pelo GOTA – Grupo Oficina de Teatro Amador numa longa temporada nas cidades de Valença, Jequié, Santo Antônio de Jesus, Seabra, Ituberá, Nilo Peçanha, Cruz das Almas Ilhéus e Salvador. A peça, que surgiu de uma poesia, lançada em seu primeiro livro, ganhou os palcos e seu texto foi publicado ao final do mesmo ano com mais uma nova leva de poesias em seu segundo livro. Não satisfeito, Otávio lança ainda seu poema-poster UNA TE QUERO UNA, denunciando, já àquela época, como a mais bela paisagem de Valença era/é tão maltratada.
Envereda também pela música tendo como parceiros Foroi, Clóves Luz, Nonoge, Orlando Grimaldi e Paulinho Queiroz. Sua experiência o permite produzir, em parceria com o radialista Dorgival Lemos, durante anos consecutivos, a MAMV – Mostra Aberta de Música em Valença, além de produzir também bandas locais como a “Besouros que fedem”e Jhonny Way.
Na década de 90, Otávio deixa suas marcas nas artes plásticas. Participa de várias exposições coletivas e individuais, entre elas 4 nos salões Regionais da Bahia em Alagoinhas, Porto Seguro, Itaparica, Itabuna e Feira de Santana, ganhando nos anos de 1997/98 Menção Honrosa. Suas telas ganham o Brasil e a Europa, expondo também na Suíça, Alemanha e Bélgica.
Em 2003, Otávio reassume a dramaturgia com o espetáculo “Calu e o Rei Raul”, apresentado em Valença e Nazaré. Em 2007, seu texto inédito TEATRO NU é adaptado por Adriano Pereira e, encenado pelo Grupo OPECADO, levando o 1 lugar no Festival de Teatro do Baixo Sul. Nesse intervalo, Otávio participa em 2005 da antologia Valenciando com 15 poemas.
Participante ativo da Ocupação Cultural, desde a sua primeira edição, a poesia de Otávio vem ganhando fôlego e inebriando a todos a cada dia. Com apresentações únicas em cada Ocupação, Otávio está reunindo suas novas crias para publicar seu mais novo rebento, o livro “Amares”.
É a este “comendador das artes” que a Ocupação homenageia em sua próxima edição. Convocamos os amigos, artistas, velhos e novos parceiros, para juntos prestarmos mais esta homenagem a Otávio Mota que, há 45 anos adotou Valença como sua terra.

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