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domingo, 30 de maio de 2010

SARGENTO PAU BRASIL


Araken, Ara que não é de Araketu
Dos guetos afro descendentes
Nem da palavra harém
Que instiga uma rima...
Mas de quem vem de batalhas vencidas
- outras, ainda a vencer –
De histórias escritas –
- outras ainda a escrever –
Vaz que não é de Pero
E caminha insone, forte, perspicaz
Sargento Pau Brasil
Dos sertões aos litorais
Desta gente varonil
Destas terras férteis
Que em se plantando tudo dá, ou dava!
Galvão, não o dos Novos Baianos
Apenas reverenciando os revolucionários
Os que querem transformar
Os que florescem em qualquer estação
Das plagas esturricadas
Às de viço mensuradas.
Nascestes na Cidade Sol
Participastes da Guerrilha do Caparaó
Exilados fostes
E nas terras do Uma hoje resides
Como embaixador da nossa arte literária.
Que me perdoe Jequié
Hoje és filho de Valença
De Macária, Rosangela,
Amália, Juliano, Ivanmar...
Pois nasceste pra luta
E na luta terás razão de tecer
Uma estrada sem fronteiras
Unificando raças
Imunizando livros contra as traças
Bendizendo o homem no seu habitat...
Nas leituras das suas palavras
Na língua exata do português ao tupi.
E se queres andejar mais
As glebas e as mazelas deste próspero rincão
Haverá de percorrer légua por légua
“Pargo e outras histórias”
“Crônicas de uma família sertaneja”
“Valença – memória de uma cidade”...
E todas as reminiscências destes chãos.

Poesia de Otávio Mota escrita em homenagem à Araken Galvão e apresentada pelo autor na última Ocupação Cultural.

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