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quinta-feira, 29 de abril de 2010

OCUPAÇÃO CULTURAL:ABRIL PRA DANÇA E HOMENAGEM AOS ÍNDIOS BRASILEIROS


Estimular a produção artística, os novos talentos e promover encontros entre estes têm sido, desde as primeiras edições, um dos objetivos da Ocupação Cultural. Ao longo de um ano estes encontros, muitas vezes no improviso e, mesmo sem recursos, têm provocado parcerias interessantes e inusitadas. E na última edição não foi diferente.
Em novo horário, às 19 horas, no Centro de Cultura de Valença, a 32ª edição iniciou-se com o jovem Pedro Lion tocando ao violão “tico-tico no fubá”. Foi a introdução necessária para Adriano Pereira, idealizados e coordenador do projeto recitar o poema Ópio. “O poema apresentado é de autoria de Pedro Lion, o jovem que vocês acabam de ver tocar e que também escreve belíssimos sonetos. Estou apresentando-o por que Pedro, assim como outros, ainda não teve coragem de estar aqui nesse espaço apresentando sua produção artística. Que isso sirva então como incentivo para que outros como ele comecem a tomar coragem, comecem a produzir e venham aqui apresentar seus trabalhos”, finalizou Pereira.
Em seguida, foi a vez de Otávio Motta apresentar mais um de seus poemas inéditos escrito exclusivamente para esta edição. A poesia visceral de Otávio, intitulado “in memorian”, como próprio nome sugere lembrava-nos a importância de preservação do patrimînio histórico da cidade, da necessidade de preservar sua beleza e poesia... “de meninos trepados em galhos de árvores que já não existem mais”.
E a memória puxou Mustafá Rosemberg, que mesmo com pouca luz, leu sonetos de sua autoria publicados na revista da ALER (Academia de Letras do Recôncavo).
Na música, Marcus Costa, pela primeira apresentando-se na Ocupação, cantou e tocou ao violão sucessos da MPB, além de composições de sua autoria. Aproveitou para distribuir entre os presentes o seu cd promocional intitulado “Transcendental”.
Ivo Caracol apresentou mais um poesia e Artur Júnior mais um de seus dramas. O festejado ator Antônio Félix volta à Ocupação, desta vez com um texto de sua autoria.
E a primeira mulher a ocupar seu espaço é a estreante Larissa Pereira, com 13 anos, Larissa recitou a poesia “Um sonho de menina” cuja autoria lhe rendeu o 2º lugar no Concurso do programa radiofônico “Alacazum – palavras para entreter” produzido pela poetisa Celeste Martinez.
Isaias Menezes canta a canção “Um índio”, de Caetano Veloso e os povos originários são homenageados por Adriano Pereira através de Adriano Pereira numa peformance caracterizado de índio e recitando o poema “Devoção à Amazônia” de Zé pinto.
Foi a deixa para Jamile Menezes, vestida também de índia, entrar cantando “Yebabelô (Terra avó), numa que em suas próprias palavras “foi a apresentação mais emocionante que já realizei”.
Otávio Motta volta a apresentar sua poesia “O beijo do índio” e o Dia Internacional da Dança foi lembrado por Van Senna através de uma coreografia solo.
O dia da morte de Cervantes é homenageado por Henrique Menezes na canção Dom Quixote. Henrique, que na maioria das vezes participou das Ocupações acompanhando ao violão sua irmã, Jamile Menezes, desta vez deu um passo maior, cantando só e acompanhado pela banda Status na música “Índios”, do Legião Urbana.
A banda continuou e em seguida Adriano lembrou o massacre de Eldorado dos Carajás ocorrido em 17 de Abril de 1997, recitando o cordel de Miguezim de Princesa “Guerra de facões”.
Crisolêda apresenta uma de suas poesias e Geilson de Britto apresentou o poema de Elisa Lucinda “só de sacanagem”.
Ao final, Adriano convidou a todos para a próxima Ocupação que será no dia 07 de Maio, cuja realização será também no Centro de Cultura, na sexta que antecede o Dia das Mães, um dos temas sugeridos. Foi proposta ainda nesta data uma referência sobre o dia do trabalhador e a sua situação, fazendo um paralelo com o 13 de Maio; data em que a princesa Isabel assinou a abolição da escravatura. A intenção, então, é provocar essa reflexão entre os “novos escravos”. Aproveitando, dia 13 é também aniversário do escritor negro Lima Barreto (1881) e no dia 14, foram fuziliados no Campo da Pólvora, em Salvador, os líderes da Revolta dos Malês, acontecida em 1835. Dia 08 de Maio é também Dia do Artista Plástico.

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