Seguidores da Ocupação

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Vendo o Cotidiano - por Gugui Martinez.

Quem perdeu a última Ocupação, realizada em 21 de setembro, ainda pode conferir a exposição sob curadoria de Gugui Martinez, no Centro de Cultura Olívia Barradas. Em suas palavras, uma das formas que o brasileiro encontra para impulsionar suas vendas é a criatividade. Esse jeitinho brasileiro de criar objetos e performances é uma forma de chamar atenção do público para compra dos seus itens. Valorizar essa potencialidade imaginativa popular é objetivo principal da mostra. Transportar objetos criados pelo povo para um centro cultural é uma forma de quebrar barreiras e criar conexões entre o popular e o erudito. A democratização da arte, a interação com as diversas classes sociais e valorização do trabalho manual é o que move a exposição Vendo o cotidiano. Vender pra sobreviver e ver o comum de maneira sensível para se conectar com o outro . Na exposição temos também produtos de artesanatos e arte criados como forma de terapia e com intuito comercial por grupos de mulheres da cidade de Valença - BA. Essa mão inventiva fruto da necessidade e do amor de criar e conviver em coletivo é a verdadeira forma brasileira.

segunda-feira, 8 de julho de 2019

FORRÓ DOS ARTISTAS INICIA COM EXIBIÇÃO DE CURTA-METRAGEM VALENCIANO

Realizada no último dia 20 de Junho, a Ocupação Cultural iniciou com a exibição do curta-metragem "Os Martinez", seguido de bate papo com a diretora. Valenciana, Violeta é cineasta e dirigiu o documentário que aborda o universo da sua família, moradores de Valença, na Bahia. Horacio Martinez é artista visual. Através da encomenda da escultura de um Cristo, abre uma pizzaria junto com Erik, seu filho e sócio, que retorna da Argentina. Celeste, sua esposa é poetisa e conduz um programa de rádio. No filme, conflitos de família e geração, entre a rotina, a sobrevivência e a arte. A edição de Junho contou ainda com um divertido "casamento na roça", apresentado pela turma "Redescobrindo o Teatro" (formada por estudantes de escolas públicas, através de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Cultura com o Centro Olívia Barradas) e uma animada quadrilha improvisada que contou com a participação das "empoderadas do Loteamento Bahia II, coordenado pela coreógrafa Célia Praesent. Teve também poesia com Otávio Mota, performance com Liliane Blastom, dança com o grupo M.D.A e música ao vivo com Cadu Maverick e a banda do JC. Perdeu? Fica triste não que a próxima já tem data marcada pra dia 20 de Julho, gratuitamente, às 19h, com a exibição do filme "Dia de Visita", de Murilo Deolino, seguida de bate papo com o diretor. O curta-metragem gravado em Cajaíba nos convida a refletir sobre as interações humanas através do universo infantil. Realizada há dez anos no Centro de Cultura Olívia Barradas, com palco livre, a Ocupação tem aberto espaço para as diversas expressões artísticas, seja no campo da dança, música, poesia, teatro e artes visuais. E você, quer mostrar sua arte? Entre em contato com a gente...

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

2009/2019 - 10 ANOS DE RESISTÊNCIA PELA ARTE

No dia 13 de fevereiro de 2009, a Ocupação realizava a sua primeira edição no Centro de Cultura com um objetivo simples: re-unir pela arte! Passados dez anos, comemorando, divulgamos hoje o vídeo institucional da Oficina de Contação de Histórias, ministrada em 2018 por Jamile Menezes. Jamile, que considera a Ocupação sua primeira formação artística, conta pra gente como foi... Nessa sexta, dia 15, a Ocupação volta ao Centro às 19 horas, para comemorar, num pré carnaval, com entrada gratuita. Já confirmaram presença grandes artistas da música como Beto Amazonas, David Terra e Os Indecorosos, Escopeta e Pacheco do Pagode. Teatro, Dança e Poesia também terão espaço, como sempre... Chama xs amigxs e cola com a gente... OCUPAÇÃO CULTURAL - 10 ANOS DE RESISTÊNCIA PELA ARTE! Acesse nosso canal: https://www.youtube.com/watch?v=--KDHNWPo1A&t=18s

sábado, 29 de dezembro de 2018

MEMÓRIAS DO REINO DE JAMBOM

Teias de aranha cobrem o Castelo. Tudo é pó e abandono. A viagem ao mundo civil é longa. mas ainda voltarei...

quarta-feira, 21 de março de 2018

OCUPAÇÃO CULTURAL INICIA SUAS ATIVIDADES DIA 31 DE MARÇO

Selecionada no Edital de Dinamização de Espaços Culturais da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, a Ocupação Cultural 2018 inicia suas atividades neste mês no Centro de Cultura Olívia Barradas, em Valença, com a realização de oficinas gratuitas nas linguagens de Teatro, Dança, Artes Visuais, Produção Literária, Contação de Histórias e Audiovisual. Um sarau de lançamento está previsto para o dia 31 de Março, comemorando o mês do Teatro e do Circo. Na programação, o lançamento do livro “O segredo de viver”, da jovem Jailane Silva, além da presença de poetas como Adriano Pereira, Francisco Nascimento, Otávio Mota e Ricardo Vidal. Na música, já confirmaram presença Ronaldo Soares e as bandas locais Anarcomangue e David Terra e os Indecorosos. Na dança, Everton Barcella apresenta o solo “SI”, dirigido por Thiago Mascarnhas, entre outras participações. A Ocupação Cultural é um sarau envolvendo as múltiplas linguagens, que acontece há 9 anos no Centro de Cultura. Por ela já se intercambiaram mais de 200 artistas, seja em apresentações ou atividades formativas. Promoveu a publicação de 300 exemplares de uma coletânea intitulada NOVOS VALENCIANOS, composta de dez jovens escritores oriundos do projeto em 2010; o crescimento e organização dos músicos locais, que ocasionou em 2011 a realização do I Encontro de Música Alternativa, com a organização de diversos grupos que hoje compõe o cenário musical local; o resgate de comemorações no calendário cultural como o Dia do Teatro, Forró dos Artistas, Dia do Escritor e Dia da Consciência Negra; além da sua realização em outros espaços alternativos, diferentes do Centro Cultural Olívia Barradas, como praças, escolas, universidades e espaços comunitários de outros municípios de diferentes territórios de identidade, à exemplo de Cachoeira, Santo Antônio de Jesus e Salvador. O livro “O segredo de viver”, escrito por Jailane, é fruto de um projeto que nasceu na ONG Mais Vida de Valença-Bahia com o Onlus de Roma, organizações sem fins lucrativos, que através das adoções a distancia, busca a alfabetização das crianças no mundo. O objetivo da venda do livro é arrecadar fundos para dar a possibilidade da autora continuar seus estudos e ingressar em uma universidade. As oficinas da Ocupação Cultural, com carga horária de 20h cada, iniciarão no mês de abril no Centro de Cultura de forma gratuita. As inscrições podem ser feitasno Centro de Cultura ou através do link https://docs.google.com/forms/d/17igygM6-7M8XUsXjh5UB2BwU7GE6VdDJHNHjMEL_Xwc/viewform?edit_requested=true O projeto é patrocinado pelo Fundo de Cultura – Secretaria da Fazenda – Secretaria de Cultura – Governo do Estado da Bahia.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Ocupação Cultural realiza primeira edição 2017 em Cachoeira

O Pouso da Palavra, em Cachoeira, recebeu na última sexta, 17, a primeira edição da Ocupação Cultural realizada em 2017. Numa noite dedicada à arte, com destaque para a música, o teatro e a poesia, o evento contou com o lançamento do livro “Da mata ao céu”, da poetisa Clarice Marcon, recital e performances de artistas das cidades de Candeias, Salvador, Cachoeira e Valença. “A Ocupação já se consolidou em Valença e vem ganhando espaço cada vez mais em Cachoeira. Por isso realizamos essa edição inicial no Pouso da Palavra. Em Valença, numa parceria firmada com o Centro de Cultura, voltaremos em março para, mais uma vez, comemora o mês do teatro” – declarou Adriano Pereira, idealizador da Ocupação. Otávio Mota, coordenador do Centro de Cultura de Valença, mais uma vez presente, participou com poesias e da leitura dramática do Texto Tienhe Dendê. "A literatura, o teatro, a música, a dança, a cultura popular, vem marcando de forma forte a "Ocupação Cultural" e não foi diferente em mais uma edição na cidade de Cachoeira. Artistas emergentes juntaram-se a nomes já consagrados numa mostra plural, onde as gerações interagem disseminando e potencializando a cultura Valenciana, na sua diversidade" – afirmou o poeta. Bárbara Uíla, poetisa cachoeirana, que também recitou, declarou que “foi uma noite memorável, com a presença de vários artistas, alguns de Valença e artistas locais que apareceram pra prestigiar. Junto com a ocupação teve o “cartas na manga” roda de poesia que reúne escritores pra discutir o processo da escrita, o que foi muito produtivo pois tinham pessoas novas afim de falar seus textos, e dentre tudo isso a musica -performance-poesia tomou conta da noite que terminou com todos muito satisfeitos!” Para o violonista Rafique Nasser, que já participou de outras edições da Ocupação, pela primeira vez em Cachoeira, "Estar em Cachoeira, na ocupação cultural e na casa de Damário da Cruz é um desbunde. Extasia quem assume o papel de artista. Incentiva os que buscam o preenchimento a partir da arte, vez que Cachoeira passou além do conceito científico de cidade e é um projeto poético-arquitetônico, onde quase tudo que há nela poderia ser versado pelos múltiplos poetas que lá têm. A cidade, acompanhada da Ocupação Cultural, é uma ebulição de cores, melodias e palavras". O dramaturgo Chico Nascimento, também pela primeira vez na Ocupação em Cachoeira, afirmou que a Ocupação Cultural no Pouso da Palavra foi uma demonstração da força da diversidade pelas vias da Arte. “A Ocupação em Cachoeira foi um jeito bom de encontrar gente que faz arte, de acontecer arte em um espaço sagrado onde a profana poesia da boca se enraíza na boca sagrada de Damário Dácruz, uma luz poética que sobrevive a qualquer tempo e faz correr no manto do Rio Paraguaçu o néctar que alimenta poetas de todxs os santos, inquices e orixás... cantando, dançando, ouvindo o som da Bahia que se mistura aos acordes de todas as bocas solfejadas pela Ocupação Cultural de Valença em todos os cantos” A Ocupação contou ainda com a presença da poetisa de Candeias, Marinalva Freitas, acompanhada de seu filho, o músico Márcio Gualberto que encantou a todos executando peças em seu cavaquinho; do grupo Novos valencianos (Everton Bacella, Evenny Quéren e Sulivan Andrade), com a performance “Bolsolixo”; além das Secretárias de Cultura (Janete Vomeri) e Juventude ( Jéssica Brandão), acompanhadas de suas equipes. O evento teve o apoio da Prefeitura de Valença, Ifbaiano e o mandato do Vereador Adailton Francisco, além da parceria com o Centro De Cultura/DEC/SECULT-BA.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Ocupação em Defesa da Cultura

Um encontro em defesa da cultura reuniu os presentes na última Ocupação Cultural. Realizada no Centro Cultural Olívia Barradas no último sábado, 29 de maio, a Ocupação, que já acontece há mais de 7 anos é um sarau gratuito envolvendo as múltiplas linguagens artísticas e já realizou edições em diversos espaços como escolas, universidades e centros culturais à exemplo do sebo Praia dos Livros em Salvador, UFRB, em Santo Antônio de Jesus e Pouso da Palavra, em Cachoeira. Em Valença, o movimento que acontecia quinzenalmente às sextas, no Centro de Cultura, ainda não havia acontecido este semestre e estava programado para se iniciar com o tradicional “Forró dos Artistas”, no dia 2 de Julho, porém, segundo seu idealizador, o poeta Adriano Pereira, “a Ocupação foi antecipada devido a esse grande momento que o país está vivendo. Fortalecendo a luta que vem acontecendo em todo o Brasil com a ocupação do MINC, aproveitamos o feriado prolongado e, de forma, celebrativa, voltamos a nos reunir. A ideia foi também fortalecer outros movimentos como o coletivo “meu black”, que, durante todo a tarde realizou oficinas e apresentações no centro de cultura. Outra cultura local presente foi a Quadrilha os Esfarrapados. Fundada no ano 1990, na escola municipal Samuel do vale Lacerda para animar a festa de são João da escola, neste mesmo ano foi a 2 colocada no campeonato de quadrilhas do SESI Valença com o tema “as máquinas falam o suor do trabalho”. Daí por diante começou uma trajetória de campeonatos que lhe rendeu 20 títulos de campeã em Valença. Há três anos é filiada a Febaq (Federação Baiana de Quadrilhas) representando o município. De Valença. Formada por 60 pessoas sendo 40 dançarinos, a Esfarrapados este ano homenageia a Festa do Amparo com o tema “minha procissão é no asfalto, minha igreja é no alto”. Mas corre o risco deste ano não participar do circuito quadrilheiro que já se inicia no dia 04, com o Forró do Galinho por falta de recursos. A quadrilha está realizando pedágios na cidade de Valença à procura de apoio. Para o teatrólogo e arte-educador Chico Nascimento, presente desde a primeira edição, “A Ocupação Cultural de Valença, criada pelo artista Adriano Pereira, tem a força aglutinadora da arte revolucionária da gente criativa do Baixo Sul da Bahia. Mantém portas abertas a todo tipo de manifestação artístico-cultural. Ocupar e conjugar o verbo na sua intensidade poética, derivar o humano da humanidade literária.”. Pra que serve a Ocupação? – questiona Chico – “Para revolucionar as cabeças de quem acredita na força da Arte! O tempo é um senhor soberano que não distingue linguagens, mas revela-se na diversidade de quem quer ocupar e rimar luz e ação com liberdade! A Ocupação Cultural é a festa lúdica de artistas e plateias, de criadores da contemporaneidade significativa de cada participante. É um misto de vivências e espetáculos, renovando-se a cada novo encontro!” “A ocupação cultural do dia 28 de maio reafirmou a riqueza, a resistência e diversidade que reina na cena cultural valenciana. Em um momento de obscurantismo que reina no país, ela ajuda a nos fazer seguir em frente, mostrando que a arte e a cultura liberta”. - declarou o poeta Ricardo Vidal, co-autor do Manifesto de Lançamento da Ocupação. O mesmo sentimento é partilhado por Zai Pereira, da banda Aimorés, que aproveitou para anunciar o lançamento do seu cd. “Fiquei feliz em participar da Ocupação porque vi uma nova geração de artistas valencianos fazendo o que fazíamos a sete anos atrás. Gente de todas as idades, comungando a arte, reivindicando direitos e compartilhando os seus dons. Como nos versos de Gonzaguinha, 'Eu acredito é na rapaziada que segue em frente e segura o rojão' ". Para Ronaldo Soares, estudante do IFBA e músico, "a ocupação cultural foi um grande projeto e ideia ao reunir artistas de diversas áreas pra um momento de cultura, onde você pode mostrar um pouco do seu trabalho. Contribuir para esse cenário é uma grande experiência, que tive o imenso prazer de ter, agora pela segunda vez, e pra mim é algo de extrema importância também pelo fato de estar adentrando pelos caminhos da arte agora, como musico, cantor e compositor, e me deparar com grandes figuras do cenário cultural de Valença, trocar experiências e ideias com essas pessoas, é um grande ponto pra levar na minha bagagem. Da primeira vez em cachoeira, fui a uma cidade totalmente cultural e boêmia, e foi uma experiência nova da qual sempre irei lembrar, acompanhado de feras da musica e poesia valenciana como o David Terra, Adriano Pereira, Otávio Mota, entre outros, e ter aquele contato com a arte lá em Cachoeira através da Ocupação Cultural, foi algo determinante pra mim. A partir dali vi que minha praia seria essa, agora pela segunda vez aqui em Valença, só ajudou a fortalecer essa convicção em mim". Da mesma opinião é Vandame Portuguez, ele que é aluno da Escola Municipal Augusta Messias, no bairro da Urbis e também participou da Ocupação em Cachoeira, desta vez acompanhou também a divulgação nas rádios locais e cantou no último sábado. “Foi mais uma experiência muito boa pra mim em estar ajudando a fortalecer a cultura Valençiana, com toda essa galera, que vem fazendo a Ocupação Cultural. Pra mim é um prazer enorme”. Para o estudante do IFBA, Manoel Soares, que participou pela primeira vez da Ocupação, “o projeto ocupação foi muito importante pois tive a oportunidade de expor minha poesia. É um espaço super aberto à cultura. Parabenizo a equipe organizadora por tal ideia e espero estar participando do próximo. Da pra ver que é um projeto que quer dar oportunidade para os que nunca tiveram tal oportunidade para expor a sua arte”. Everton Krull, rapper valenciano, também participou pela primeira vez da Ocupação e reafirmou a sua importância. “As pessoas hoje em dia estão se afastando cada vez mais dos movimentos culturais principalmente os regionais, então ter um momento como esse é muito bom” – declarou. “Sempre que posso estou presente na Ocupação Cultural, mas no último sábado fiquei muito feliz em ver que Valença tem um potencial artístico muito grande e isso ficou evidenciado nas apresentações dos jovens artistas, mas também nas dos veteranos. Este contato entre gerações foi emocionante. Muita gente de talento!” – declarou Hilas Almeida. A Ocupação, que contou ainda com as apresentações dos atores Juliano Britto e Geilson Brito, do rapper Filipe Luz e dos jovens Henrique Teixeira e Graciele Coutinho pretende voltar em Julho ao Centro de Cultura de Valença

terça-feira, 31 de maio de 2016

Ocupação Cultural realiza + uma edição em Cachoeira

http://valencaagora.com/intercambio-cultural-entre-cachoeira-e-valenca/ Sábado 30 de Abril os artistas de Valença foram para Cachoeira para uma ocupação cultural no centro de cultura Pouso da Palavra em parceria com o coletivo Transarte. Uma noite cultural muito eclética e poética: Performance, poesia, rock, exposição de pintura e desenhos e o som de Gugui Martinez. O Brasil não é somente branco e a cultura não vem somente do Sul, os artistas da Bahia o demonstram nesse sábado. A arte não tem cor, nem sexo, não tem religião, não tem preconceito, o corpo é livre e a liberdade de expressão sempre tem que predominar. Adriano Pereira, produtor cultural do projeto Ocupação Cultural e idealizador desse intercâmbio entre cachoeira e Valença afirma que a ocupação cultural em Valença já existe a sete anos. "Tive a ideia do projeto e os artistas da cidade abraçaram! Constantemente fazemos residência de artistas no Centro de Cultura de Valença, já fizemos em outros espaços também em Salvador, em Santo Antônio. Sempre manter os intercâmbios entre os artistas. Permite mostrar seu trabalho e também conhecer o trabalho do pessoal daqui.Queria agradecer aos parceiros e parceiras que embarcaram nessa viagem… O artista Everton Bacelia com sua performance. Teve também música com Vandame Portuguez, Ronaldo Soares e David Willyam Troina, Gugui Martinez comandando as pick-ups numa ótima seleção de vinis, poesia com Otávio Mota e Regina Martins… Everton Bacella coreógrafo e bailarino, participou do Balé Folclórico da Bahia (2013), do projeto Sexta em Movimento (Salvador, 2008), tendo feito cursos em Balé clássico e dança afro, entre outros. Everton foi a revelação dessa noite! Ele apresenta uma performance onde o corpo é central. O corpo doente… Com muita força Everton fala da doença Aids tema difícil de tratar dentro de um país ainda muito machista! “A performance SENTENÇA’’ Experimento coreográfico que levanta questões a respeito da relação entre a fragilidade de estar com um vírus que deteriora o corpo, através do enfraquecimento do seu sistema imunológico, e a convivência do portador deste vírus com a sociedade. Encontra-se um corpo em cena: sem gênero, sem rosto, nem identidade definida, costurando uma dramaturgia que vivencia a dor, o medo, a repreensão, o preconceito e os tabus. O que seria, então, mais nocivo ao indivíduo: ser portador de um vírus ou os olhares e gestos que o coloca em um lugar de réu para julgadores que se vestem patronos da moral e, mesmo sem conhecer a complexidade do sujeito, o sentencia a lamúria, a marginalização social e a subalternidade? No corpo do bailarino-intérprete acontece o protagonismo das provocações. Rosângela responsável pelo centro cultura Pouso da Palavra, explica que o espaço tem uma galeria e arte, onde são apresentadas poesia, recital. O café literário, e o quintal de Sócrates onde se apresentam as bandas de música, as manifestações culturais. Uma biblioteca de acesso livre para as pessoas e o ateliê de Damário Da Cruz , ele é o poeta que fundou essa casa. Sempre organizamos eventos culturais. Temos um grupo de poesia que a cada quinze dia se reúne aqui e apresenta seus trabalhos. "Hoje temos a honra de receber os artistas de Valença e também temos o coletivo Transarte de Cachoeira , os dois se juntaram e fizeram essa parceria para apresentar hoje essa programação cultural muito rica". Em entrevista, Otávio Mota diretor do Centro de Cultura de Valença: "Hoje estamos realizando um evento em conjunto, o quarto Transarte convidou o projeto Ocupação Cultural, um projeto do produtor Adriano Pereira, capitaneado pelo Centro de Cultura de Valença e com apoio do IEST e a secretaria de cultura do município. Esse projeto de Ocupação Cultural vem em cachoeira pela quarta vez. Valença tem um potencial muito forte na diversidade de seus artistas , na dança , na música , no teatro . Uma diversidade muito importante para a cultura poder acontecer, é importante que Valença mostre o talento de seus artistas.Sempre estamos em contato com os artistas de Cachoeira e montamos esse intercambio. Dia 6 e 7 de maio no Centro de Cultura de Valença, a CIE do Boco vai se apresentar! David Terra – músico de Valença afirmou ser um prazer imenso estar compartilhando cultura com a população de Cachoeira e seus artistas. "Cachoeira foi o berço da cultura aqui na Bahia. É muito importante esse contato e esse intercambio com os artistas de Cachoeira . Estamos fazendo uma troca; cada um mostrando sua arte! Me apresentar hoje com Otávio Mota foi um prazer enorme porque Otávio é meu mestre . Estou aqui presente pelo convite de Otávio Mota , e também porque estou junto com o BOCÓ que está fazendo esse intercambio junto com nós e que vai se apresentar em Valença nesse próximo fim de semana. Karol Brito Guarani Kaiowá, que faz parte do Coletivo Quarentena junto com Dante Santana e Mari Brandão: Hoje estamos realizando o evento Transarte, a quarta edição junto com o projeto de Ocupação Cultural dos Artistas de Valença. Ficamos muito impressionados com a qualidade do evento e das apresentações dos artistas. Achamos esse intercambio muito importante, é muito rico para a comunidade e os artistas. Texto e Imagens: Jornal valença Agora

terça-feira, 5 de maio de 2015

2ª Edição da Ocupação Cultural em Cachoeira é realizada com sucesso

Após o sucesso da primeira edição realizada em março, no Pouso da Palavra, comemorando o Dia da Poesia, a Ocupação Cultural repetiu a dose neste mês de abril na cidade de Cachoeira- Bahia, desta vez, inserindo-se nas comemorações do centenário de Hansen Bahia. Iniciada ao cair da tarde de sábado com a Feira do Livro Livre, instalada no passeio do Pouso com a Komblibioteca Itinerância Poética e autores independentes como Barbara Uila, que montou um varal de poemas, o evento estendeu-se noite adentro na galeria de artes onde foi aberta a exposição Negra Multicor. Na exposição, que continua no Pouso, aberta à visitação pública, o artista visual Davi Rodrigues expõe 8 trabalhos inéditos com releituras do mestre. Como parte da programação teve discotecagem, comandada por Brenus Tsokas e Felipe Ramos do Na Tora Baile System. Na poesia, Guilherme Salgado, Pedro Do Livramento, Tauã Rafael, Udinaldo Júnior, Laurinha Caldas, Jeferson Batista, RU BI, entre outros, revezaram-se recitando versos de sua própria autoria ou de outros conhecidos poetas. Na música, Gabriel Rodrigues, Guto Ferreira e a Banda Esquizofrenéticas animaram a noite. Acima, Nerize Portela e Gugui Martinez comandaram as projeções mapeadas enquanto as apresentações aconteciam. Para Felipe Ramos, “essa Ocupação Cultural que aconteceu no Pouso da Palavra do último dia 25 trouxe à Cachoeira um movimento que a cidade necessitava a muito tempo, com diversas mostras de arte como pinturas, projeções, poesia e música, fazendo assim reviver no coração da cidade um espírito cultural que nunca morre. Nós do Na Tora Baile System agradecemos profundamente o convite para compor a produção artística do evento e com certeza aguardamos o convite para edições futuras desse evento que irradia a arte no recôncavo da Bahia” –afirmou. O mesmo sentimento é compartilhado pelo ator e poeta Pedro do Livramento, “participar do movimento da ocupação cultural foi uma oportunidade singular de, através de organização de alguns amig@s em torno da produção e divulgação artística, juntamente ao estimulo ao fomento da formação de um público mais afinado à experiências estéticas para além das do mercado, poder encontrar um espaço que dá oportunidade à tod@s de se manifestarem. Numa sociedade onde a competição, a individualidade e o "estelismo" são reforçados e endossados a todo momento, onde muit@s buscam calar vozes dissonantes para se projetarem em status, em função dos silenciamentos de, outr@s, encontrar essas condições favoráveis foi um estímulo para que pudesse retomar a poesia no meu cotidiano. retomando as leituras, as pesquisas e revendo velhos textos engavetados”. O projeto teve uma aceitação tão imediata entre o público que os organizadores já pensam em realizar uma mini-edição ao final da primeira quinzena de maio, quando encerra-se o semestre na UFRB. “Existe também uma conversa com o Pouso para incluí-la na programação dos 15 anos da casa, a ser realizada em junho. Breve estaremos divulgando. Por hora agradecemos a todos e todas que abraçaram a Ocupação na cidade de Cachoeira” – informou Adriano Pereira, idealizador e organizador da Ocupação.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Ocupação Cultural volta em Abril no Pouso da Palavra para comemorar o Centenário de Hansen Bahia

Devido ao sucesso da primeira, realizada em março para celebrar o Dia da Poesia, a Ocupação Cultural realiza mais uma edição no Pouso da palavra, em 25 de abril. O evento começará por volta das 16 horas no Passeio do Pouso com a Feira do Livro Livre e seguirá noite adentro com música, teatro e poesia. No mesmo dia será também aberta a exposição Negra Multicor, com Davi Rodrigues, artista visual cachoeirano, homenageando o centenário do mestre Hansen Bahia. Ao cair da tarde,acontece no passeio do pouso a Feira do Livro Livre.Capitaneada pela KombibliotecaItinerância Poética, na qual acontecerão trocas, vendas, desapegos e doações de livros, além de encontros, diálogos, leituras e roda poemas. A idéia é oportunizar que os convidados, familiares e amigos, disponibilizem os livros “empoeirados” que atualmente apenas enfeitam suas estantes ou repousam em suas gavetas, dando vida e função sociocultural aos livros, libertando-os. Já na Galeria de Artes, Davi Rodrigues homenageia, em 10 gravuras inéditas, o centenário de Hansen. Alemão radicado no Brasil, Hansen Bahianasceu em meio à Primeira Guerra Mundial e foi soldado durante a Segunda. Chegou em solo baiano na década de 50, onde se inspirou na baianidade decantada por Jorge Amado que acabou se tornando a principal referência de seu estilo. Hansen retratou os negros e seu cotidiano, como a relação com o trabalho e filhos, o samba de roda e a Cultura Popular do Recôncavo. Chegou a Cachoeira em 1975, vindo a residir em São Félix, na Fazenda Santa Bárbara, que hoje abriga uma fundação com seu nome. É nesse contexto que o jovem Davi Rodrigues o conhece, aprendendo com ele a técnica da xilogravura. O então adolescente - hoje com 45 anos - é também autor de dois livros e em outras modalidades das visuais tem se destacado nos entalhes em madeira, esculturas em metal e pintura acrílica sobre papel. Premiado como destaque da região na XI Bienal do Recôncavo, já expôs em várias cidades da região, além de Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro, Paris e Espanha. É também conselheiro curador da Fundação Hansen Bahia, presidente da Lira Ceciliana e idealizador do Arame das Artes. A noite segue ainda com a Ocupação Cultural onde o artista visual Gugui Martinez realizará Projeções Mapeadas e Felipe ramos comanda a discotecagem do NaToraBaileSystem; a música ao vivo é da banda Esquisofrenéticas , formada por estudantes do CAHL/UFRB. Também já confirmaram presençaEnnus Calmon de Cachoeira e Matheus Santana deValença. Na poesia, Alan Félixde Salvador, Adriano Pereira de Valença, Clarice Marcon de São Paulo, Guilherme Salgado deBelo Horizonte, Uíla Bárbara de Serrinha e Otávio Mota também de Valença animarão o sarau com a presença de outros poetas convidados. Localizado na Praça da Aclamação, em Cachoeira, o Pouso da Palavra éfruto de um antigo sonho do poeta DamárioDacruz. Um espaço criado para arte e pela arte. Funcionando em um sobrado do século XVIII, no coração de Cachoeira, o Pouso realiza atividades de fomento e estímulo à produção artística da região do Recôncavo, nas suas mais diversas manifestações. O espaço, que foi inaugurado em junho de 2000, é hoje um importante centro de arte e uma das referências para o turismo da região. Atualmente, o Pouso da Palavra abriga uma Biblioteca/Ponto de Leitura, uma galeria de arte, um espaço para apresentações musicais, uma loja e um charmoso café, além do ateliê do poeta Damário Da Cruz. Entre as principais atividades desenvolvidas estão exposições de artes visuais, lançamentos literários, apresentações musicais e teatrais, e recitais de poesia. ]O espaço abriga ainda debates, palestras, cursos e oficinas, sempre tendo a arte como tema central.]